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Lançamentos 2018 da importadora Mistral

A importadora Mistral realizou, no último dia 10 de maio, quinta-feira, na sala Mistral Eventos, sita à  Rua Rocha, 288, cj 11, Bela Vista – degustação informal de vinhos recém-chegados ao catálogo da importadora. Puderam ser provados mais de 20 rótulos de produtores e diferentes países. Da Espanha, o branco, o rosé e o tinto da vinícola Vinyes Compte, novo projeto dos proprietários do Clos Figueras, na região catalã de Montsant, vizinha ao Priorato. Do Chile, o rosé da Viña Carmen e o esperado Red Blend (corte de Syrah, Carménère, Merlot e Cabernet Sauvignon) da Lapostolle. Da França, as novidades são os tintos de J. Drouhin Faiveley (Borgonha) Deiss (Alsácia) e Mas de Daumas Gassac (Languedoc). Da Argentina, a nova linha Padrillos de Ernesto Catena/Tikal. De Portugal, brancos e tintos da Herdade de Coelheiros (Alentejo) e Quinta do Côtto (Douro) e da Austrália, o rosé da M. Chapoutier. A seguir descrições e avaliações dos vinhos degustados:

Bodega Luzón Alaja Blanco 2016 – Álcool: 12% – Região: Jumilla/Espanha – Variedade: Airén – preço: US$ 14,50 – A Airén é a variedade branca mais cultivada na Espanha e uma das mais cultivadas no mundo. Análise organoléptica: palha quase translúcido. Aromas abertos de nítido perfil floral secundado por notas frutadas. Boca macia, fluída, com boa viscosidade e razoável complexidade. Termina medianamente persistente. Avaliação: 87/100 pts.

Bodega Luzón Alaja 2016 – Álcool: 12% – Região: Jumilla/Espanha – Variedade: Monastrell – preço: US$ 14,50 – a Monastrell é uma variedade tânica por vocação. Vai muito bem nos blends com outras variedades. Análise organoléptica: intenso na cor vermelho-rubi violáceo, aromas pouco intensos de fundo herbáceo, taninos de boa qualidade ostentando alguma maciez, acidez média, álcool integrado e persistência média. Tem relação preço-qualidade. Avaliação: 86/100 pts.

Finca La Solana de Luzón 2016 – Álcool: 14,5% – Variedade: Monastrell – Região: Jumilla – Preço: US$ 19,50 – vermelho-rubi intenso. Nos aromas a fruta madura domina mas o perfil é unidimensional. Na boca subimos um degrau. Taninos presentes de boa qualidade. Álcool elevado, acidez média num tinto encorpado, crocante e de boa tipicidade. Avaliação: 87/100 pts.

Bodega Luzón Crianza Selección D.O. Jumilla 2014 – Álcool: 14,5% – Região: Jumilla/Espanha – Variedades: Monastrell (60%) e Cabernet Sauvignon (40%) – preço: US$ 44,50 – vermelho-rubi intenso, profundo com ligeiro halo granada nas bordas. Aromas complexos com notas de frutas negras maduras sobre um fundo de especiarias. Paladar denso, volumoso, taninos presentes de ótima qualidade num tinto encorpado, persistente, alcoólico e que termina com alguma rusticidade (típica da variedade). Avaliação: 89/100 pts.

Coelheiros Branco 2016 – Álcool: 13% – Região: Alentejo – Variedade: Arinto – Preço: US$ 45,00 – o Alentejo é uma região produtora de Portugal que se notabiliza pela excelência dos vinhos tintos, mas de algum tempo pra cá os brancos começam a ganhar qualidade, principalmente os elaborados com as variedades Arinto e Antão Vaz. É o caso deste Coelheiros, elaborado exclusivamente com a Arinto, de ótima qualidade cujo preço no nosso modesto entendimento se apresenta um pouco elevado. Análise organoléptica: palha esverdeado. Aromas complexos com sugestões de frutas de caroço (pêra, melão) sobre uma reminiscência de baunilha. Boca no mesmo diapasão, com boa fruta e razoável frescor. Tem boa acidez, mas a doçura tira um pouco do equilíbrio do vinho, não o suficiente para prejudicar o conjunto. Termina sem amargor. Avaliação: 87/100 pts.

Coelheiros Tinto 2016 – Álcool: 14% – Região: Alentejo – Variedades: Aragonez e Alicante Bouschet – Preço: US$ 45,00 – este tinto é o “entry-level” da Tapada de Coelheiros, elaborado com duas das melhores variedades típicas da região. Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso. Aromas complexos com frutas negras, especiarias e toques de tabaco. No paladar exibiu taninos texturados, álcool generoso, acidez plena e boa expressão frutal. Um tinto de personalidade, de um produtor de respeito, que vale à pena ser conhecido. Jovem, deve ganhar harmonia na garrafa nos próximos meses. Avaliação: 89/100 pts.+

Poblets del Montsanto Rosado 2016 – Álcool: 13% – Região: Montsant/Espanha – Variedades: Garnacha Negra – Preço: US$ 49,90 – do mesmo produtor do festejado Clos de Figueras, este Rosé salgadíssimo no preço, mostrou-se tecnicamente correto no paladar, com aromas de frutas vermelhas, muito fresco, acidez plena, corpo leve, mineral, frutado, praticamente sem arestas, servindo como acompanhamento para saladas e pratos leves. Avaliação: 87-88/100 pts.

M. Chapoutier Mathilda Grenache Rosé 2016 – Álcool: 12,5% – Região: Austrália – Variedade: Grenache – Preço: US$ 31,90 – produzido com a prolífica e versátil Grenache, este rosé de perfil nitidamente mediterrânico arrancou muitos elogios na degustação. E não foi por menos. Vamos à sua descrição: coloração brilhante de tonalidade salmonada, o ataque aromático é bastante agradável com a fruta vermelha despontando. No paladar exibiu corpo médio, álcool correto e dotado de boa fruta, mas destacou-se naquela característica mais esperada do rosé: balanço, frescor e fluidez no paladar. Poderia ter mais corpo, mas a boa acidez faz a sua parte. Avaliação: 89/100 pts.

Paço de Teixeró Avesso 2016 – Álcool: 11,5% – Região: Vinhos Verdes – Variedade: Avesso –  Preço: R$ 49,90 – Segundo a CVRVV, a Avesso é uma variedade portuguesa particularmente cultivada na sub-região de Baião, mas que dada a sua alta qualidade, tem sido cultivada em sub-regiões limítrofes como a de Amarante, Paiva e Sousa. Produz vinhos de cor intensa, palha brilhante, com reflexos esverdeados, aroma misto entre o frutado (laranja e pêssego), o amendoado (frutos secos) e o floral, sendo o caráter frutado dominante, delicado, fino, aveludado e complexo, sendo o sabor frutado, com ligeiro acídulo, fresco, harmonioso, encorpado e persistente. Estas potencialidades de aroma e sabor revelam-se somente alguns meses após a vinificação. Análise organoléptica: palha esverdeado. Aromas complexos com notas de frutas tropicais maduras: pera, maçã e melão. No paladar tem volume, acidez, fruta e mineralidade. Encorpado, não é um branco para principiantes, mas tem inegável vocação gastronômica e um final rústico, que irá agradar aos mais experientes. Avaliação: 90/100 pts.

Inama Soave Classico 2015 –  Álcool: 12% – Região: Vêneto – Variedade: Garganega – Preço: US$ 45,50 Palha claro esverdeado. Aromático, exibiu notas florais e cítricas. Na boca, agrada por sua intensidade, balanço e frescor, alternando notas cítricas e minerais com alguma elegância e o principal: sem nenhum amargor. Avaliação: 89/100 pts.

Faiveley Bouzeron 2015 – Álcool: 12% – Região: Borgonha – Variedade: Aligoté – Preço: US$ 52,90 – A variedade Aligoté é típica da Borgonha e enseja um vinho apropriado para acompanhar aperitivos, mariscos e queijos. Análise organoléptica: palha claro. Nos aromas a nota de fruta madura sobressai ao lado de tons minerais. Boca fina, cítrica, com a mineralidade se destacando neste branco de grande estrutura, acidez delicada, álcool integrado a consolidar um conjunto cheio de finesse, volumoso e persistente. Avaliação: 90/100 pts. 

Ernesto Catena Padrillos Pinot Noir 2016 – Álcool: 13% – Região: Vista Flores/Tunuyan/Gualtallary/Mendoza – US$ 25,90 – Pinot Noir elaborado com o famoso clone 777 de vinhedos cultivados a 1.300 metros de altitude, o mosto fermentou  por 24 dias com leveduras selecionadas e em seguida, o vinho amadureceu dez meses em barricas de carvalho francês (90%) e americano (10%). Análise organoléptica: vermelho-rubi brilhante de média intensidade. Aromas típicos da variedade com cerejas e morangos em profusão sobre um discreto toque chocolate. Na boca sua entrada revelou um vinho balanceado, de taninos finos, acidez pulsante e bom entrosamento entre fruta e madeira. O álcool integrado ensejou um vinho flexível, fresco, prazeroso, fácil de gostar. Avaliação: 89/100 pts. 

Ernesto Catena Padrillos Malbec 2016 – Álcool: 12,5% – Região: Vista Flores/Tunuyan/Gualtallary/Mendoza – Preço: US$ 25,90 – vermelho-rubi brilhante de boa intensidade. Aromas típicos com o floral típico da variedade secundado por notas de frutas vermelhas e negras. Na boca sua entrada revelou um vinho balanceado, longe do estilo potente da maioria dos Malbecs: ao contrário, aqui temos um exemplar “feminino”, comedido, agradável, de acidez pulsante, para ser bebido aos golões, sem excesso de álcool, madeira, etc.. enfim um tinto prazeroso, fácil de beber e de gostar. Avaliação: 89/100 pts. 

Mas de Daumas Gassac – Moulin de Gassac Pinot Noir 2016 –  Álcool: 12,5% – Variedade: Pinot Noir – Preço: US$ 34,50 – No Sul da França a Pinot Noir adquire uma feição bem distinta da Borgonha. Aqui essa variedade dá vinhos mais concentrados e potentes e com este não foi diferente. Na taça coloração vermelho-rubi com reflexo violáceo de média intensidade. No nariz especiarias e frutas negras sobre toques ligeiramente herbáceos. No paladar taninos macios, álcool+ e acidez média/boa. Um vinho bem feito, de razoável tipicidade, mas bem longe dos Borgonhas. Avaliação: 88/100 pts. 

J. Drouhin Morgon Hospices de Beleville 2015 – Álcool: 13% – Variedade: Gamay – Região: Borgonha – Preço: US$ 54,50 – Morgon – com mais de 1.000 ha em produção, é um importante cru de beaujolais e também um dos melhores, graças ao xisto e o granito do solo. Apesar de não ser o mais atraente dos vinhos quando muito jovem, o Morgon envelhece bem. Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso. Aromas típicos com fruta vermelha sobre um fundo que lembra cereja ao maraschino. Na boca, taninos maduros, acento mineral, acidez correta e final macio, delicado e sutil. Tem mais corpo do que o habitual e o sabor não lembra Gamay, mas o conjunto agradou bastante. Avaliação: 89/100 pts.

Speri Valpolicella DOC Classico 2016 – Álcool: 12,5% – Região: Vêneto – Variedades: Corvina Veronese (60%), Rondinella (30%) e Molinara (20%) – Preço: US$ 37,90 – vermelho rubi intenso com discreto halo granada em formação. No nariz os aromas são típicos com uma boa dose de frutas vermelhas – cereja e groselha. Na boca é um Valpolicella frutado, de taninos macios, corpo magro, persistência curta, que termina sem amargor ou qualquer rusticidade, só que mais uma vez o importador carregou no preço. Avaliação: 86/100 pts.  

Speri Valpolicella Ripasso DOC Classico 2016 – Álcool: 13,5% – Região: Vêneto – Variedades: Corvina Veronese (60%), Rondinella (30%) e Molinara (20%) – Preço: US$ 65,90 – O Valpolicella Ripasso Speri é vinificado  através da técnica tradicional “Ripasso” que  consiste na adição do vinho italiano “Valpolicella” no tonel com as leveduras do “Amarone” recém-fermentado colocando-o sobre os resíduos denominados “Reccioto”, resultando num vinho de maior concentração de aromas, cores, sabores, corpo, complexidade, teor alcoólico e longevidade. Análise organoléptica: vermelho-rubi com ligeiro reflexo granada nas bordas. Aberto nos aromas. Aqui temos um Ripasso de perfil “clássico” com a fruta passa bem evidente inclusive no paladar, acrescidas de notas tostadas sobre um fundo que recorda chocolate amargo. Ainda na boca taninos presentes de ótima qualidade em sintonia com a acidez salivante e o álcool integrado conferindo sólida estrutura ao conjunto que é robusto, complexo, terroso. O preço poderia ser mais acessível para um “Ripasso”. Avaliação: 89-90/100 pts. 
Lapostolle Red Blend 2013 – Álcool: 14,5% – Região: Apalta/Colchágua – Variedades: Syrah (28%), Cabernet Sauvignon (25%), Carménère (23%), Merlot (22%) e Cabernet Franc (2%) – Preço: US$ 34,90 – este vinho veio para ocupar o espaço deixado pelo inexpressivo e caro (US$ 44,90 na safra 2011) Canto de Apalta. E, desta vez, esta respeitada vinícola chilena parece ter acertado porque este o vinho realmente chamou atenção, por ser detentor de relação preço-qualidade. Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso, profundo, com leve halo granada nas bordas. Aberto nos aromas com notas terrosas que logo cedem espaço para frutas negras (figos e ameixas), especiarias (pimenta-do-reino) sobre um fundo madeirado. Na boca a sua entrada revelou um tinto de sólida estrutura, com taninos finos, álcool integrado, acidez correta e de madeira integrada (12 meses de amadurecimento em barricas francesas). Enfim, um tinto elegante, sem arestas, que faz jus à fama do produtor. Avaliação: 90/100 pts. 

Quinta do Côtto DOC Douro Vinha do Dote 2015 – Álcool: 14% – Região: Douro – Variedades: diversas com idade de noventa anos – Preço: US$ 59,50 – informa a Mistral que: O novo Vinha do Dote é um corte de diversas castas de uma única parcela de vinhas velhas de aproximadamente 90 anos, que como o nome sugere, foi dada como dote em 1865. Estagia 15 meses em barricas usadas de carvalho”. Segundo o Grande Livro dos Vinhos – Publifolha – Edição 2012, a Quinta do Cotto é ” uma das vinícolas pioneiras no Douro a produzir vinho de mesa de qualidade, a Quinta do Côtto, de Miguel Champalimaud, localiza-se no Baixo Corgo (Baixo Douro), mais frio, e seu melhor vinho é o Grande Escolha, denso, complexo, seguido do vinho da propriedade, que tem toques frutados.  Também vale a pena procurar um vinho branco chamado Paço de Teixeró, que de fato é feito com uvas da região do Vinho Verde, mostrando-se mais encorpado e elegante que a maioria. Champalimaud ganhou fama em Portugal (o país da cortiça) por ser o primeiro produtor a adotar tampas de rosca para alguns de seus vinhos. Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso, brilhante a denunciar um tinto jovem. No nariz uma verdadeira paleta de aromas com frutas vermelhas e negras em profusão, especiarias, tabaco e chocolate com ampla sustentação. No paladar é um vinho de ótima complexidade, com taninos macios, quase aveludados. O conjunto se destaca por seu equilíbrio e também por sua tipicidade, num estilo moderno sem perder a essência do Douro em produzir vinhos elegantes. Avaliação: 92/100 pts.

Castello del Terriccio Tassinaia 2014 – Álcool: 13,5% – Região: Toscana – Variedades: Cabernet Sauvignon e Merlot em partes iguais – Preço: US$ 109,50 – informa a Mistral que: “Merecedor da prestigiosa “stella” do guia Gambero Rosso, o Castello del Terriccio é um dos grandes nomes da Itália, responsável por alguns dos melhores e mais finos supertoscanos. Classificado com 94 pontos por Robert Parker, o classudo e elegante Tassinaia é uma soberba combinação Cabernet Sauvignon e Merlot, em um estilo entre os grandes vinhos de Bordeaux e os saborosos tintos da Toscana”. Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso com reflexo violáceo e halo granada em formação. No nariz é intenso, com as apetecíveis notas frutadas e de especiarias sobressaindo, conferindo ao vinho uma elegância ímpar. Na boca apresenta os taninos imponentes da Cabernet Sauvignon suavizados pela fruta da Merlot. Álcool integrado (13,5%). Solidamente estruturado, dotado de camadas sobre camadas de sabores, é um vinho delicioso que confirma as altas pontuações da crítica internacional. Seu final é bastante longo e remete o degustador às sensações gustativas iniciais. Tem alta acidez que ajuda nas harmonizações à mesa. Um vinho hedonista, emblemático para ser bebido próximo dos 10 anos, mas é inegável o seu perfil moderno o que é bom porque já pode ser desfrutado, de preferência como acompanhamento de um Bisteca à Fiorentina. Avaliação: 94/100 pts.++. 

Blandy’s Duke of Clarence Rich – Região: Ilha da Madeira/Portugal – Preço: US$ 52,50 – Álcool: 19% – Variedades: Malvasia, Tinta Negra e Mole – coloração âmbar brilhante intenso. Aromas complexos com as tradicionais notas oxidativas dos Madeiras acompanhadas de sugestões de hortelã, num perfil difuso a lembrar bolo inglês/pão de mel com boa sustentação na taça. Na boca subimos um degrau. O estilo é de um Madeira mais denso, mais quente, mais doce e de acidez intensa.  Na boca é macio e encorpado com alguma salinidade. Termina elegante e fino, deixando no retrogosto notas de melaço de cana. É uma ótima companhia para harmonizações com chocolates em geral. Avaliação: 91/100 pts.++

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