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Os vinhos mais caros do Chile

Todos sabemos que o Chile faz vinhos de grande valor, mas quanto você pode gastar em uma única garrafa?

Se alguma vez houve um país famoso pelo excelente valor que seus vinhos oferecem, este país é o Chile!

A longa e estreita nação sul-americana conseguiu fazer vinhos inteligentes a preços muito inteligentes há muito tempo. Qualquer país que casualmente tenha no mercado um vinho como o Cousiño-Macul Finis Terrae (blend de variedades francesas)  a US$ 24 nos EUA, saberá claramente como trabalhar a decantada “relação qualidade-preço”. Talvez seja por isso que nunca compilamos uma lista dos vinhos mais caros do Chile: porque, por um longo período de tempo, realmente não havia muitos que você pudesse chamar de “caro”, especialmente em um mundo onde um Sauvignon Blanc da Califórnia pode custar mais de US$ 3.500 a garrafa e um francês da festejada Pinot Noir pode chegar a US$ 15.000. Então, aqui está a minha lista inaugural dos vinhos mais caros do Chile, embora não demore muito para você observar que “caro” é um termo relativo nesse país. Há alguns exemplos mais práticos – o Montes Taita e o Claro de Luna da Viña Ventolera, por exemplo, mas até que possamos esperar mais algumas safras nas prateleiras, não podemos indicar no momento. Em vez disso, adotamos nossos critérios habituais de ter um mínimo de quatro safras e ao menos dez ofertas diferentes disponíveis.

1. Errazuriz Chadwick, Vale do Maipo – Este Cabernet carrega a bandeira dos vinhos de nível superior do Chile, não sendo o mais caro, com uma média de US$ 200 por garrafa, mas também por ser o primeiro vinho de 100 pontos do Chile. James Suckling concedeu à safra de 2014 a pontuação máxima, marcando uma valorização majestosa para o vinho que se desenvolveu a partir de uvas plantadas no epônimo campo de polo de Don Alfonso Chadwick em 1992.

 

2. Viña Von Sibenthal Tatay de Cristobal Carménère, Vale do Aconcágua – Era apenas uma questão de tempo até que Carmenère aparecesse, dada a qualidade – e a emoção – dos vinhos produzidos a partir desta uva tinta ressuscitada. O Vale Aconcágua quente e seco fornece as uvas para este vinho, que tem preço médio mais do que razoável de US$ 143, com uma pontuação crítica média de 92/100 pts. A safra 2007 recebeu 97/100 pts. pela Wine Advocate.

 

3. Viña Almaviva, Vale do Maipo, Puente Alto – Você esperaria coisas boas de uma colaboração entre gigantes do mundo do vinho como Concha y Toro e Baron Philippe de Rothschild, e esse é o resultado. Uma mistura de Bordeaux dominante de Cabernet oriunda de uma sub-região do Vale de Maipo, Almaviva combina a intensidade da fruta chilena com o estilo Bordeaux, tudo por um preço médio de US$ 127. A nota média de 93/100 pts. também não prejudica.

4. Concha y Toro Carmin de Peumo, Vale de Rapel – Não se  trata de mais um vinho chileno de Carménère feito pela Concha y Toro, embora este tinto venha da menos prestigiada região de Cachapoal, no extremo norte do Vale de Rapel. Os críticos gostam disso – tem uma pontuação média de 93/100 pts., enquanto o exemplar da safra 2008 obteve 95/100 pts. da Wine Advocate – os consumidores agradecem, pois o preço relativamente baixo de US$ 126 tornam-no um luxo acessível.

5. Errazuriz Kai Carménère, Vale do Aconcágua – Carménère na maior parte, mas ocasionalmente pode conter uma pitada de Petit Verdot e/ou Syrah, costuma se destacar nas competições de vinhos em todo o mundo, incluindo o Decanter World Wine Awards, e manteve o preço bem estável nos últimos cinco anos. Atualmente seu preço médio está na casa de US$ 117, para uma pontuação média de 91/100 pts.

6. Seña, Vale do Aconcágua – Desde 2005 a propriedade pertence inteiramente à Errazuriz, Seña foi uma co-criação de Eduardo Chadwick e Robert Mondavi e a primeira safra a chegar às prateleiras foi a de 1995. Desde então, se destaca nas provas internacionais e construiu uma sólida reputação como um dos vinhos ícones do Chile e um dos vinhos mais procurados com uma pontuação média de 92/100 pts. e preço médio de US$ 105.

7. Santa Carolina Herencia Carménère, Peumo – De uma sub-região do Vale de Rapel, este vinho fez muito bem em competições internacionais, amealhando várias medalhas e troféus. No entanto, de fato caiu de preço nos últimos cinco anos: de uma média de US$ 155 em 2011 para US$ 102 hoje, tornando-se um bom alvo para aqueles que compram vinho para desfrutar e não como um investimento.

8. Aristos Duquesa d’A Grand Chardonnay, Vale Cachapoal – Por fim, um vinho branco! Pode ser o único nesta lista, mas também é o vinho de maior pontuação, com média de 95/100 pts. Com um preço médio de US$ 93, oferece uma invejável relação qualidade-preço para esta joint venture entre Massoc do Chile e Parra e Liger-Belair de Borgonha.

 

 

9. Concha y Toro Gravas de Maipo Syrah, Vale do Maipo – Este vinho tem quatro safras disponíveis e mostra outro lado da operação da gigante Concha y Toro. Foi produzido para mostrar o quão bem Syrah pode crescer nos Andes e certamente está convencendo os críticos, com uma pontuação média de 92/100 pts. e preço médio de US$ 93.

10. Aristos Duque D’A Grand Cabernet, Vale de Cachapoal – Outro vinho que já tem quatro safras desde que começou a ser produzido, teve seu preço reduzido de forma bastante dramática desde que foi lançado em 2012. Naquela época, tinha preço médio de US$ 167 a garrafa, enquanto hoje ele custa apenas US$ 92.

E esse é o top 10, provando – como se ainda não tivéssemos deixado claro isso – que o Chile oferece vinhos de excelente valor, especialmente quando se trata dos tintos. Você poderia comprar todos por US$ 1.198 dólares, ou cada um deles por US$ 92, cerca de um terço do valor daquela garrafa de Sauvignon Blanc da Califórnia.

Por Don Kavanagh | Publicado quinta-feira, 13 de outubro de 2016

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