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Vinho do mês de março – 2016: TEMPOS PHILOSOPHIA CABERNET FRANC 2014

Sobre a Vinícola Góes – Fundada em 1938 pelo casal Benedito Moraes de Góes e Maria das Dores Lima de Góes, a vinícola Góes está instalada no bairro Canguera, e desde os anos 1980, graças à tenacidade e ritmo infatigável de Gumercindo Góes, uma série de investimentos e aquisições, seja de terras, treinamentos ou de equipamentos, transformaram o seu perfil, ainda culturalmente associado aos seus famosos vinhos de mesa. Em 1985, adquirem a marca e instalações da Quinta Jubair, que viriam a servir futuramente como campo experimental; quatro anos depois, em busca de terroirs os quais pudessem explorar variedades viníferas europeias, adquirem em Flores da Cunha-RS a Casa Venturini, ingressando definitivamente no mundo dos vinhos “finos”. Desde então, a Góes vêm aos poucos obtendo em São Roque resultados cada vez mais satisfatórios e surpreendentes: o ápice, até o momento é, sem dúvida, o vinho degustado, premiado recentemente na 22ª Avaliação Nacional de Vinhos. Texto de Fábio Romão Prado.

Degustação –

Tempos Philosophia Cabernet Franc 2014 – Álcool: 12,4% – Região: São Roque/SP – Preço: R$ 69,00 – produzido com uvas cultivadas na antiga e não menos famosa Quinta Jubair em São Roque, Estado de São Paulo, é um tinto sério, que já foi selecionado entre os dez finalistas na 22ª Avaliação Nacional de Vinhos (Bento Gonçalves/RS – ano passado). Apenas 6.000 garrafas produzidas, mas vamos ao vinho: bonita cor púrpura brilhante com reflexo azulado. Aromas típicos da variedade que normalmente aporta fruta (jabuticaba) e pinceladas florais sobre um fundo terroso. Na boca a sua entrada é impactante, vibrante. Taninos de razoável qualidade, álcool integrado, fruta e madeira integrados – apenas 60 dias de passagem por carvalho francês novo (30% do total) – o que é muito pouco eis que a variedade aceita bem o estágio na madeira. A única aresta ficou por conta da acidez um pouco cortante e um certo verdor no fim de boca (taninos). Nada que não possa ser resolvido nas próximas edições. Tudo indica que ganhará harmonia na garrafa. Inegavelmente estamos diante um vinho bem feito que certamente ajudará a colocar o Estado de São Paulo entre os principais produtores de vinhos finos do Brasil. Parabéns à vinícola Góes pelo salto qualitativo. Avaliação: 87/100 pts.

Monte Blanco Pinot Noir Vale Central 2015
Undurraga Pinot-Cabernet Sauvignon 2008

Category: ArtigoVinho degustado

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